Amigos

29 de out de 2010

Moda

Os óculos para disfarçar os olhos
as luvas para esconder as mãos
as meias para não pisar no chão

Roupas para o chão
máscaras e afins
já saíram de moda

Guilherme Fontoura.

26 de out de 2010

Barraco de sapê novo

Achava que tudo era ironia
destino, passado, humor
sempre que o mundo jazia
a cacos sujos, o amor


Guilherme Fontoura.

22 de out de 2010

Serafins

O cansaço foi você quem fez
e me embrulhou pra presente
- amarrou o papel com teu cabelo -
estranho brilho na tua lente


caiu em desgosto
ao ver meu rosto




Guilherme Fontoura.

21 de out de 2010

Saudade

Nem sabe o quanto penso em ti
na falta de maior inspiração
a ciranda linda que não aboli
sem saber que girava em vão 


volta na maré que me afogou
mas volta tarde e forte
pra quando querer saber quem sou
novamente lamentar a minha sorte


peço-te sem jeito, por amor
sem posse de nada mais sério
tua sombra é meu critério
teu passado é meu calor


Guilherme Fontoura.

8 de out de 2010

Inspiração

Se soubesse pensar com jeito
só assim falaria de ti
inventaria um grande defeito
e mostrava o erro que cometi


Guilherme Fontoura.

5 de out de 2010

Mãe, mulher, maldita e maria

Zé do Côco no quarto com a mulher Maria
se atracando na velha cama meio manca
barulho de fora para fazer manha, Maria
levanta Zé com as duas mãos molhadas


Os moleques se vão com medo à Maria, mãe
Na barra da saia vêem a ave mover mansa
quando se espanta para longe se mostrando maior
pousa no homem parado à porta: Mestre Manoel


Com a face pálida se vê maldita, Maria
Zé esbravejando, o encara com mão morteira
Entra na casa e toma a mulher moribunda
Leva pra fora com murros mal-dados


Zé corre atrás de Manoel, minúsculo
Entra os três pr'onde o mato é maior
O mestre parado reclama Maria maldita
Zé do Côco declara guerra: "Agora é minha mulher!"


Antes do ataque e está morta, Maria
Pela faca daquele velho mestre mortal
Aos prantos, Zé do Côco melindroso, o mata
Se prendendo diante do morro maçante


A ave voou e moveu montanhas. 




Guilherme Fontoura.

2 de out de 2010

Aquele das tulipas

Aquele das tulipas


Sabe aqueles sonhos
que você sonha que cai?

Um susto, uma fração de segundo,
parece que sua alma se perde por um momento,
aquele frio na espinha, que te desperta de sopetão
se bem me lembro...

É mais ou menos assim toda vez que te vejo.

O voo

O voo


Eu sei que já quebrei minhas asas,
eu sei que que isso tudo vai dar em dor,
mas esse instinto de autodestruição
faz parte de mim, do meu ser.

Vou continuar com esse rasante,
rasgando a mim mesmo, maldito seja o céu...
vou me apegando às ilusões que crio, de conforto,
e às pétalas que arranco das flores que me deste
repetindo infinitamente somente que bem me queres
mesmo sabendo que vou de encontro ao chão.

mas mesmo sabendo isso tudo, estou feliz.
posso fingir que, ao menos no percurso
estou indo em direção ao oceano mais lindo e mais azul,
e acreditar que tudo vai dar certo.

sinto cheiro de flores nesse voo.

Olá

A partir de hoje tentarei ser colaborador do blog do meu amigo, Guilherme.

Mas que falta de educação a minha, não? Nem me apresentei aos possíveis leitores. Meu nome é Vítor, e acho interessante escrever um pouco a meu respeito aqui.

Tenho 19 anos, sou do sígno de touro (apesar de não acreditar em nada de astrologia ou ter qualquer superstição), sou de Ituiutaba mas moro em Uberlândia há quase um ano. Tentei fazer Jornalismo, mas abandonei o curso e agora estudo Engenharia Mecânica na Universidade Federal de Uberlândia (sim, eu sei que não tem nada a ver, mas foda-se). Guilherme e eu somos guitarristas da nossa banda, a Café com Granada!

Provavelmente vão perceber em meus textos que sou romântico (no bom sentido, é claro), otimista, pessimista, contraditório, egocêntrico e otras cositas más. Enfim, nos próximos posts verão alguns textos meus. Boa sorte.

Vítor de Castro

Bom, agora o Cotidiano Café conta com mais um integrante!
Vítor de Castro, grande amigo que vai começar a se aventurar nesse mundo também, já li alguns textos e confesso que gostei muito! Espero que gostem também!