De quando em quando penso em ti
Sem a menor vergonha
Sem o menor pudor
Para sentir o passo
Sem sentir dor
Sem compasso
É sempre meu embaraço
Abrir teus lábios
No melhor momento
Vilões do meu segundo
De quando em quando
Se esvaem com o vento
Por causa de ti
Procuro o vento
Guilherme Fontoura.
Amigos
15 de nov. de 2010
10 de nov. de 2010
Para a sorte do acaso
Você não vai fazer uma música
Você quer a dor do mundo
Pede como um mico de zoológico
Ajoelhado como se fosse comum
Ao menos uma escadaria falasse
Te diria com pena, antevisto
"Desgraça mesmo sem classe,
ninguém vai te pegar para cristo!"
Guilherme Fontoura.
Você quer a dor do mundo
Pede como um mico de zoológico
Ajoelhado como se fosse comum
Ao menos uma escadaria falasse
Te diria com pena, antevisto
"Desgraça mesmo sem classe,
ninguém vai te pegar para cristo!"
Guilherme Fontoura.
6 de nov. de 2010
Molhado
Molhado
E devagar a vida cai, com medo de ter medo.
calado por medo de ninguém me ouvir,
fechando os olhos por medo de cegar,
abrindo mão por medo de perder.
Mas não quero deixar de colher a rosa
por medo do espinho me ferir,
as feridas passadas vou deixar para trás.
Então vou tentar continuar gostando,
mesmo com medo de amar.
Por causa desse medo te gosto ainda mais.
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