Amigos

8 de out. de 2010

Inspiração

Se soubesse pensar com jeito
só assim falaria de ti
inventaria um grande defeito
e mostrava o erro que cometi


Guilherme Fontoura.

5 de out. de 2010

Mãe, mulher, maldita e maria

Zé do Côco no quarto com a mulher Maria
se atracando na velha cama meio manca
barulho de fora para fazer manha, Maria
levanta Zé com as duas mãos molhadas


Os moleques se vão com medo à Maria, mãe
Na barra da saia vêem a ave mover mansa
quando se espanta para longe se mostrando maior
pousa no homem parado à porta: Mestre Manoel


Com a face pálida se vê maldita, Maria
Zé esbravejando, o encara com mão morteira
Entra na casa e toma a mulher moribunda
Leva pra fora com murros mal-dados


Zé corre atrás de Manoel, minúsculo
Entra os três pr'onde o mato é maior
O mestre parado reclama Maria maldita
Zé do Côco declara guerra: "Agora é minha mulher!"


Antes do ataque e está morta, Maria
Pela faca daquele velho mestre mortal
Aos prantos, Zé do Côco melindroso, o mata
Se prendendo diante do morro maçante


A ave voou e moveu montanhas. 




Guilherme Fontoura.

2 de out. de 2010

Aquele das tulipas

Aquele das tulipas


Sabe aqueles sonhos
que você sonha que cai?

Um susto, uma fração de segundo,
parece que sua alma se perde por um momento,
aquele frio na espinha, que te desperta de sopetão
se bem me lembro...

É mais ou menos assim toda vez que te vejo.