De tudo que não fiz
queria gritar o mais débil
fazer do som uma matriz
soltar minha velha alma estéril
Perpassar de encontro ao tempo
todo movimento do retrato
que esse modo de andar lento
retira, às pressas, meu fino extrato
Transparecer todo o meu corpo
para não mais parar de sonhar
manter esse rubro coração absorto
em devaneios líricos a galopar
Pretendo a ascenção de tocar o sagrado
pois de respeitável só há o excesso
fui pego sobrevoando em papel alado
me pego pensando, e cesso.
Guilherme Fontoura.
Amigos
24 de ago. de 2010
19 de ago. de 2010
O Velho Itinerante
Um chá para amenizar essa dor de espírito
porque não consigo ser tão fechado contigo
sei que isso tudo já era pra estar escrito
e um chá para celebrar o caminho que sigo
O caminho dessa grande estrela castanha
que guarda a inscrição da minha alma
e quando brilha, essa cor estranha
no meu peito sinto a velha dor do trauma
O vício que me faz sempre começar do zero
me faz pedir quase de joelhos para voltar
para sentir o que me faz sentir nada sério
leve, para querer entrar nesse jogo de azar
porque não consigo ser tão fechado contigo
sei que isso tudo já era pra estar escrito
e um chá para celebrar o caminho que sigo
O caminho dessa grande estrela castanha
que guarda a inscrição da minha alma
e quando brilha, essa cor estranha
no meu peito sinto a velha dor do trauma
O vício que me faz sempre começar do zero
me faz pedir quase de joelhos para voltar
para sentir o que me faz sentir nada sério
leve, para querer entrar nesse jogo de azar
Guilherme Fontoura.
8 de ago. de 2010
Basta
Se morrer que seja por excesso
Que vale muito mais um verso
Que arrependimento retrocesso
verso contrário, ao inverso
Guilherme Fontoura.
Que vale muito mais um verso
Que arrependimento retrocesso
verso contrário, ao inverso
Guilherme Fontoura.
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